Orçada em quase R$ 17 milhões, Orla de Brasiléia está travada a mais de 2 anos, novo relatório é elaborado

A construção da Orla do Rio Acre, em Brasiléia, segue sem previsão de retomada após mais de dois anos de paralisação. De acordo com informações divulgadas pelo Departamento de Estradas de rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuárias do Acre (Deracre), a interrupção aconteceu devido à falta de regularização do repasse de recursos federais destinados ao projeto.

Antes de ser interrompida, a obra havia alcançado pouco mais da metade da execução, com 51,04% dos serviços concluídos. O investimento previsto no empreendimento é de R$ 16,7 milhões, valor proveniente de uma emenda parlamentar do senador Márcio Bittar.

Mesmo com os trabalhos parados desde abril de 2024, o Deracre informou que continua acompanhando a situação e busca soluções para garantir a continuidade da obra. O órgão solicitou apoio da Representação do Governo do Acre em Brasília (Repac) para tratar, junto ao Ministério das Cidades, da liberação financeira necessária para o retorno dos serviços.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, explicou que o longo período sem intervenções pode ter provocado mudanças na área às margens do Rio Acre, especialmente por se tratar de um local afetado pelos movimentos naturais das águas e pela erosão.

Para avaliar a situação atual, o departamento elaborou um novo relatório técnico com informações sobre as condições da área e das estruturas já realizadas. O documento foi encaminhado à instituição financeira responsável pelo contrato.

Entre os serviços já executados está a contenção do barranco utilizando o sistema conhecido como bolsacreto, uma técnica de engenharia que usa bolsas ou mantas preenchidas com concreto para reforçar a margem do rio e reduzir os efeitos da erosão.

Segundo o Deracre, fenômenos como as chamadas “terras caídas” são comuns nas margens dos rios da região amazônica, pois acontecem devido ao desgaste natural provocado pela força e movimentação das águas.

Texto Suene Almeida