Correios suspendem medidas de plano de reestruturação em meio a ameaça de greve

O comando dos Correios decidiu suspender a adoção de três medidas do plano de reestruturação da empresa em meio à ameaça de greve dos funcionários. Segundo a empresa, a interrupção será temporária e dura até 31 de julho deste ano.
As ações suspensas incluem o fechamento de agências, a redução de posições de caixa (função que recebe remuneração adicional pela atividade) e a implementação do sistema de dimensionamento da distribuição (que busca otimizar as rotas de entrega).
O plano de reestruturação inclui outras medidas, que não serão afetadas pela interrupção, como venda de imóveis, PDV (programa de demissão voluntária) e reformulação do plano de saúde. Ele é o pilar que fundamentou a concessão de um empréstimo de R$ 12 bilhões por cinco bancos no fim do ano passado, com garantia do Tesouro Nacional.
Neste ano, a estatal negocia um segundo crédito, no valor de R$ 7 bilhões, para concluir as ações previstas no plano de recuperação da empresa.
Segundo um interlocutor da companhia, a interrupção no fechamento das unidades não afeta as 256 agências já encerradas e outras 50 que já estão em processo avançado de extinção. Ou seja, o que já foi feito até aqui segue igual.

