Com trabalho reconhecido na fronteira, médica assassinada em Brasileia era filha única

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A médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, assassinada a tiros na noite de segunda-feira (2), em Brasiléia, no interior do Acre, era conhecida pela dedicação aos pacientes e pelo atendimento humanizado. Especialista em Medicina de Família e Comunidade, ela trabalhava tanto na rede estadual quanto na municipal de saúde e conquistou o carinho de colegas e de pessoas que passaram por seus atendimentos.

Na rede estadual, Elyne atuava no Hospital Regional de Brasiléia. Já no município, trabalhava na Unidade Básica de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva. Sua trajetória era marcada pela atenção, paciência e delicadeza no contato com os pacientes, que a procuravam não apenas pela competência profissional, mas também pela maneira acolhedora com que conduzia os atendimentos.

A médica era descrita como uma profissional que sabia ouvir e enxergar cada pessoa para além da doença. Seu trabalho, segundo as homenagens prestadas após sua morte, deixou marcas entre pacientes e colegas de profissão.

Filha única e apaixonada pela vida

Além da medicina, Elyne era filha única e muito querida por familiares e amigos. Era descrita como uma mulher alegre, dedicada, cheia de planos e apaixonada pela vida.

Gostava de cuidar da saúde, frequentava a academia e mantinha uma rotina de exercícios. Também valorizava as amizades e tinha facilidade para se aproximar das pessoas, independentemente de quem fossem.

Para quem convivia com ela, Elyne era uma amiga presente, uma pessoa generosa e alguém que transmitia acolhimento. Sua personalidade cativante e seu jeito atencioso faziam parte da lembrança deixada por ela.

Legado na saúde

A atuação de Elyne na Medicina de Família e Comunidade tinha como marca o cuidado próximo com os pacientes. A especialidade trabalha justamente com o acompanhamento integral das pessoas, considerando não apenas sintomas e doenças, mas também o contexto familiar e social de cada paciente.

Na rede municipal, Elyne atendia na Unidade Básica de Saúde (UBS) do KM 26 no trajeto entre Brasiléia e Assis Brasil, na Vila do Incra, por meio do programa Mais Médicos, e cumpria seis plantões. A informação foi confirmada ao ContilNet pelo secretário municipal de Saúde de Brasiléia, Francélio Barbosa.

Segundo o secretário, a pasta tomou conhecimento da morte da médica na manhã desta terça-feira (3), por meio dos veículos de comunicação. Após a notícia, o prefeito decretou luto oficial de três dias no município.

Francélio também informou que os atendimentos nas unidades de saúde foram parcialmente interrompidos em razão da comoção provocada pela morte da profissional. A previsão era de paralisação das atividades no período da tarde.

Por Anne Nascimento