Aos 115 anos, 2ª pessoa mais velha do Brasil não toma nenhum remédio

A pernambucana Beatriz Ferreira Duarte celebrou seu 115º aniversário no último domingo (21/6), em Jaboatão dos Guararapes (PE), consolidando-se como a segunda centenária mais velha do Brasil. A comemoração ocorreu cercada por quatro gerações de familiares na residência da idosa, que perde em longevidade apenas para a fluminense Yolanda Beltrão Azevedo, também de 115 anos, mas nascida em janeiro.

Embora não apresente mais a lucidez que manteve até os 106 anos, reagindo de forma pontual ao afeto dos parentes conforme o humor do dia, Beatriz exibe uma saúde impressionante: ela não toma nenhum tipo de medicamento e apresenta taxas médicas consideradas ótimas pela família.

  • Quem é: Beatriz Ferreira Duarte, a segunda pessoa viva mais velha do Brasil, atrás apenas de Yolanda Beltrão de Azevedo.
  • A marca: a idosa completou 115 anos de idade no último domingo, dia 21 de junho, em Pernambuco.
  • Saúde atual: Beatriz não utiliza nenhum medicamento contínuo e mantém exames de rotina excelentes, embora tenha perdido a lucidez após os 106 anos.
  • O segredo: a família atribui a longevidade a uma vida sem pressa, desprovida de ansiedades, guiada pela fé e pelo respeito aos pais.

“Durante a minha infância, quase toda vez que eu chegava na casa dela, a encontrava assobiando baixinho, balançando as perninhas, bem tranquila, como quem não tinha pressa. Ela não tinha pressa, não tinha aquele senso de urgência que tanto toma conta da gente hoje”, recorda Yslla.

A bisneta conta que o segredo da longevidade foi revelado pela própria idosa em seu centenário, baseado em princípios de tranquilidade e obediência.

“Minha mãe disse: ‘Vovó, que bênção chegar nessa idade, o que a senhora acha que fez chegar tão bem?’. E ela prontamente respondeu: ‘Minha filha, eu sempre obedeci os meus pais’. No mundo onde as pessoas vivem ansiosas, ela repetia com a maior tranquilidade: ‘Do dia de amanhã a Deus pertence’. Vovó não era de se preocupar à toa, não fazia tempestade no copo d’água”, relata.

A saúde física de Beatriz sempre foi fora do comum: aos 90 anos, ela nadava sozinha em Porto de Galinhas e cuidava das flores agachada no canteiro. Além de hoje não tomar remédios, ela mantinha hábitos curiosos, como derramar o café na base da xícara.

 legado de Beatriz e de seu falecido esposo, Amaro Duarte, é celebrado como um exemplo prático de resiliência e gratidão diante das perdas, já que ela nunca foi de murmurar. “Diante das notícias ruins, a postura dela continuava a mesma, firme, equilibrada e sem desespero. Quando alguém tentava esconder dela a morte de alguém querido, ela dizia: ‘É assim mesmo, ninguém fica para semente’. Nós escolhemos a música É Preciso Saber Viver, porque se existe alguém que sabe viver, é vovó”, conclui a bisneta.