Rio seca rapidamente e moradores são obrigados a empurrar canoas

Os primeiros sinais do verão amazônico já começam a impactar a rotina das comunidades ribeirinhas do rio Macauã, em Sena Madureira. Em alguns pontos, a redução do nível da água tem comprometido a navegação e dificultado o deslocamento de moradores que dependem do rio para transportar alimentos, combustíveis e outros produtos essenciais.
Nas proximidades do seringal Triunfo, um trecho do manancial apresenta um cenário preocupante. Com a água cada vez mais rasa, embarcações de pequeno porte já não conseguem passar normalmente, obrigando os moradores a descer das canoas e empurrá-las por vários metros até encontrar um local com profundidade suficiente.
A situação foi registrada em vídeo por moradores da região. Segundo eles, o problema se repete todos os anos, mas já começa a causar transtornos logo no início do período de estiagem. “Estamos tendo que fazer muito esforço para conseguir chegar em casa com as compras e demais mantimentos. Em alguns pontos, a canoa praticamente encalha”, relatou um ribeirinho.
A preocupação aumenta porque a tendência é que o nível do rio continue baixando nas próximas semanas. Caso o cenário se agrave, muitas famílias deverão recorrer aos ramais da região como alternativa de acesso, enfrentando novos desafios relacionados às condições das estradas durante o verão.
Para quem vive às margens do Macauã, a redução das águas representa não apenas dificuldades de locomoção, mas também impactos diretos no abastecimento e na rotina das comunidades mais isoladas.
Por Ricardo Amaral

