Política acreana, Operação Algoritmo Cidadão investiga fake news contra Alan Rick

A Polícia Civil do Acre deflagrou, nesta quarta-feira, 16, a Operação Algoritmo Cidadão, que investiga suspeitas de crimes eleitorais relacionados à divulgação de notícias falsas e ataques contra candidatos. Segundo informações obtidas pela reportagem de A GAZETA, a apuração envolve conteúdos disseminados contra o candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) e possíveis vínculos de investigados com a estrutura do governo Mailza Assis.

A operação foi realizada em Rio Branco e resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, com recolhimento de celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos. Quatro pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar depoimento e liberadas posteriormente. Não houve prisões.

Em entrevista à reportagem, o delegado Rêmulo Diniz confirmou que a investigação apura crimes eleitorais, mas afirmou que não poderia fornecer detalhes sobre os alvos ou sobre os cargos disputados, porque o procedimento tramita sob sigilo judicial.

Investigação envolve ataques e estrutura digital

Conforme informações obtidas pela reportagem de A GAZETA, a investigação apura a possível atuação de uma estrutura digital utilizada para disseminar conteúdos falsos e ataques contra Alan Rick, candidato ao Governo do Acre.

Quatro pessoas identificadas ocupariam cargos comissionados no Governo do Acre.

Quatro contas do Instagram também são alvo de pedidos de suspensão, conforme informações obtidas pela reportagem.

O delegado Rêmulo Diniz ressaltou que os candidatos não são alvos da operação. Ele também não confirmou eventual ligação direta da governadora Mailza Assis com os fatos investigados, nem informou quais candidatos ou cargos estariam relacionados aos materiais analisados.

Mandados e depoimentos

Durante a ação, os policiais apreenderam celulares, computadores e outros dispositivos que deverão ser analisados no decorrer da investigação.

Segundo o delegado, quatro pessoas foram ouvidas e liberadas. A operação ocorreu nesta quarta-feira, em Rio Branco, enquanto a investigação teve início anteriormente. A Polícia Civil não informou a data de início dos trabalhos, alegando o sigilo do procedimento.

As circunstâncias dos fatos e eventuais responsabilidades deverão ser esclarecidas ao longo da apuração.

Até o momento, porém, a Polícia Civil não informou oficialmente as circunstâncias do episódio nem esclareceu se existe alguma outra medida judicial contra ela. Por isso, também não é possível afirmar, neste momento, que seja considerada foragida.

Os mandados fazem parte da investigação que tenta identificar os responsáveis por uma possível rede de perfis e conteúdos utilizados para atacar Alan Rick. A primeira apuração do ContilNet apontou ainda a presença de materiais gráficos da campanha de Mailza em locais alcançados pela operação.

Outro veículo que acompanha o caso informou que a investigação policial envolve perfis em redes sociais e que servidores comissionados aparecem entre pessoas identificadas durante a apuração. A reportagem também registra que celulares e computadores foram recolhidos para análise.

Polícia Civil não detalha operação

O ContilNet procurou a Polícia Civil para obter informações adicionais sobre os mandados, os materiais apreendidos e a situação dos investigados, mas a instituição não forneceu novos detalhes à reportagem até a publicação desta matéria.

Também não foram esclarecidos oficialmente quais crimes são atribuídos individualmente a cada um dos alvos nem qual seria a eventual participação de cada investigado na suposta estrutura.

A Operação Algoritmo Cidadão ocorre em meio ao acirramento da disputa eleitoral nas redes sociais. As investigações continuam, e os computadores e celulares apreendidos deverão ser analisados pela Polícia Civil.