Família de médica assassinada no Acre pede justiça nas proximidades do Pronto-Socorro 

Durante a realização do ato público por justiça pelo assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, morta no último dia 2 de novembro, a prima da vítima, Jamele Alves da Silva, proferiu um manifesto em nome da família reunida no local.

A mobilização concentrou familiares, amigos e apoiadores nas proximidades do Pronto-Socorro de Rio Branco. No discurso, Jamele cobrou a atuação firme das instituições de segurança e da Justiça para a prisão e responsabilização de todos os suspeitos de participação no crime.

“Nós estamos aqui hoje pedindo, clamando por justiça. A única coisa que nós queremos é que os órgãos responsáveis façam o seu papel para com a sociedade e prendam todos os envolvidos no assassinato da minha prima”, declarou.

Em sua fala, a prima da médica descreveu o impacto provocado pelo crime entre os parentes e expressou o receio de que os envolvidos no homicídio não permaneçam sob custódia das autoridades.

“Hoje a gente tem uma família devastada, nenhuma família merece passar por esse tipo de dor. E nenhuma família merece daqui uns dias ver as pessoas envolvidas no assassinato de um ente querido seu na rua”, afirmou Jamele.

A representante da família pontuou que as mobilizações continuarão até a conclusão do processo judicial. “A gente tá aqui porque a gente não quer ver isso. Não quer ter que passar por eles um dia na rua. A gente quer justiça e a gente tá começando hoje e a gente vai até o dia da condenação de cada um”, disse.

Ao concluir o pronunciamento, Jamele fez referência ao sofrimento permanente dos pais de Elyne e cobrou a celeridade dos procedimentos judiciais contra os investigados, entre eles o envolvido que se encontra internado.

“Porque não vai aliviar a nossa dor, mas pelo menos a justiça vai ter sido feita para ela. Porque nós, nós já fomos sentenciados, né? Porque nós já vamos viver uma vida inteira sem a pessoa que a gente ama, o pai e a mãe dela foram sentenciados, porque eles vão passar uma vida sem ela. Agora só falta a sentença dos envolvidos nesse caso”, finalizou.

Texto Fhagner Soares