Mistério em cemitério do Acre “alguém chamou, procurei e não tinha ninguém” diz coveiro

Com aproximadamente 70 mil pessoas sepultadas, o Cemitério Jardim da Saudade, localizado no bairro Tancredo Neves, em Rio Branco, guarda histórias que vão além das despedidas e homenagens aos mortos. Neste Dia de Finados, segunda-feira (2), o coveiro Wilder Rodrigues de Souza contou ao ac24horas algumas das experiências mais marcantes que vivenciou ao longo de 17 anos de profissão.

Servidor concursado da Prefeitura de Rio Branco desde 2007, Wilder afirma que já presenciou situações que considera sobrenaturais, como vultos e vozes que pareciam chamá-lo pelo nome, mesmo quando não havia ninguém por perto.

Uma dessas experiências, segundo ele, aconteceu há aproximadamente três anos, enquanto trabalhava na abertura de uma sepultura.“Eu estava cavando uma cova, de cabeça baixa, quando escutei alguém me chamar: ‘Wilder’. Levantei a cabeça, olhei para os lados e não vi ninguém. Voltei a cavar e ouvi novamente: ‘Wilder’. Levantei outra vez, procurei e não tinha ninguém”, relatou.

O coveiro contou que episódios semelhantes já aconteceram outras vezes durante o trabalho no cemitério. Além das vozes, ele afirma ter visto vultos em diferentes ocasiões. “Foram várias vezes, já vi vultos também”, declarou.

Cerca de 25 mil sepultamentos ao longo da carreira

Durante a entrevista, Wilder também falou sobre a quantidade de sepultamentos realizados no Jardim da Saudade. Segundo ele, a estimativa é de aproximadamente 70 mil pessoas enterradas no local.

Ao longo de sua trajetória profissional, o servidor calcula ter participado de cerca de 25 mil sepultamentos.

Entre os períodos mais difíceis da profissão, ele destacou a pandemia da Covid-19, quando o número de enterros aumentou consideravelmente.“Teve dia em que a gente chegou a enterrar dez pessoas”, relembrou.

Coveiro desmistifica história sobre mangas de cemitério

Além dos relatos sobre vultos e vozes, Wilder também comentou uma crença popular relacionada ao consumo de frutas colhidas dentro dos cemitérios.

Questionado sobre o costume de comer mangas das árvores do Jardim da Saudade, o coveiro afirmou que não vê problema e que ele próprio consome as frutas.“Eu como manga. Uma mangueira nasce de um caroço e passa por todo um processo natural. Então, onde é que uma manga dessas está contaminada?”, questionou.

Ac 24 horas