Acre alerta sobre aumento de síndromes respiratórias e reforça medidas de prevenção e assistência no estado

De acordo com dados da Vigilância Epidemiológica, o Acre registrou 1.303 notificações de Srag entre janeiro e maio, número superior ao observado no mesmo período de 2024 e 2025. O monitoramento também identificou aumento na procura por atendimento hospitalar e maior ocupação dos leitos pediátricos, com taxas de 91,9% na UTI Pediátrica 1, 89,2% na UTI Pediátrica 2 e 87,7% nas enfermarias infantis. Além disso, os dados apontam maior circulação de vírus respiratórios como influenza A, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus, adenovírus e metapneumovírus, comuns neste período do ano.
“Trata-se do nosso dever e de uma determinação da governadora Mailza acompanhar de perto o cenário epidemiológico de forma permanente, trabalhando para fortalecer a assistência em todas as regionais do estado. Também estamos reforçando equipes, monitorando diariamente a ocupação das unidades e avaliando medidas para ampliação da capacidade assistencial, caso seja necessário. Ao mesmo tempo, reforçamos o pedido para que a população mantenha a vacinação atualizada e adote medidas simples de prevenção, que continuam sendo fundamentais para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios e proteger principalmente crianças e idosos”, afirmou o titular da Sesacre, José Bestene.
Reforço da assistência e monitoramento em todas as regionais
Diante do cenário, a Sesacre informou que já intensificou o monitoramento epidemiológico e assistencial em todas as regionais do estado, com acompanhamento diário da ocupação hospitalar, reforço das equipes de saúde, reorganização dos fluxos de atendimento e avaliações técnicas contínuas para possível ampliação da capacidade de leitos pediátricos, conforme a necessidade da rede.
Crianças pequenas se mantêm entre os grupos que mais demandam atenção
Segundo a Sesacre, crianças menores de dois anos seguem entre os grupos que mais demandam atenção, principalmente pelos casos de bronquiolite associados ao vírus sincicial respiratório. Já entre crianças maiores e idosos, há aumento dos quadros de pneumonia e complicações respiratórias que podem exigir acompanhamento hospitalar.
A coordenadora da área técnica de vírus respiratórios da Vigilância em Saúde, Anub Martins, explica que a maioria dos casos pode ser controlada com diagnóstico precoce, cuidados adequados e atenção aos sinais de alerta.

