“Não dá nem pra descrever”: família de Weverton no Acre celebra convocação para Copa do Mundo

“Me inspiro muito nele porque é um goleiro muito bom, saiu aqui do Acre”. A frase é do Nicolas Emanoel, 10 anos, e faz referência ao goleiro acreanos Weverton, do Grêmio, convocado pela segunda vez para a Copa do Mundo.
Duas décadas depois de sair do Acre para tentar virar jogador de futebol profissional, o experiente goleiro de 38 anos nem imaginava que viraria uma referência para crianças de jovens de Rio Branco (AC).

– Eu pego pênalti e ele também – brinca Nicolas Emanoel.
O pênalti tem um significado especial na trajetória do goleiro com a seleção brasileira. Isso porque foi durante a final contra a Alemanha nas Olímpiadas do Rio 2016, que o goleiro defendeu uma das cobranças e ajudou o Brasil a conquistar o ouro olímpico – inédito até então.

No Acre, familiares do goleiro celebraram o chamado para a seleção brasileira. Valda Pereira, tia de Weverton, contou como foi o momento que ouviu o nome do sobrinho sendo falado pelo técnico Carlo Ancelotti.
– Arrepiei dos pés à cabeça. A gente tava com aquela expectativa , com aquele medo, mas com aquela certeza também que ele ia ser convocado, que ele ia ser chamado.

Weverton foi criado na Baixada da Sobral, região que abrange um aglomerado de bairros periféricos em Rio Branco (AC). Ele queria ser atacante, mas virou goleiro e ganhou oportunidade no Corinthians, após disputar a Copa São Paulo de 2006 pelo Juventus-AC.
Foi o início de um futuro promissor, com passagens por clubes como Portuguesa, Athletico-PR e Palmeiras – onde viveu o período mais vitoriosos da carreira , conquistou 12 títulos e virou ídolo. A família dele ainda enxerga o menino que tinha o sonho de ser um jogador profissional.
– É uma alegria muito grande, uma alegria que não dá nem pra descrever. Ver que aquele Weverton que brincava aqui com a gente, que a gente criou, eu ajudei a criar, minhas irmãs, meus irmãos ajudaram a criar, é esse homem que roda não só o Brasil, mas o mundo inteiro – destaca José Pereira, tio de Weverton.
– Quando o Weverton entrou no futebol eu prometi pra ele, foi promessa de tio pra sobrinho. Eu disse: “Weverton, a partir de hoje eu não tenho time pra torcer, o time que eu vou torcer é o que você tiver jogando” – conta Edilson Pereira, tio de Weverton.
Colaboração do repórter Júnior Andrade, da Rede Amazônica Acre*

