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Após um ano e meio com trabalho remoto, Câmara retoma trabalhos presenciais

Mais de um ano e meio depois da adoção do sistema de deliberação remoto por causa da pandemia de Covid-19, a Câmara dos Deputados retomou as atividades presenciais com a exigência de comprovante de vacinação, mas com medidas de distanciamento mais flexíveis nas comissões e nas áreas comuns.

A volta foi anunciada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na última terça-feira (19). O ato estabelecendo o retorno às atividades presenciais foi publicado na última quinta-feira (21) no Diário da Câmara dos Deputados. Para entrar na Casa, é obrigatório usar máscara facial, ter a temperatura aferida e apresentar comprovante de vacinação —para deputados, no entanto, a exigência seria disciplinada em outro ato da mesa diretora.

“Portanto, essa carteira de vacinação é inócua e fere o direito de quem opta por não se vacinar por não se sentir seguro. Se mais de 90% está vacinada, não confiam na vacina?”, escreveu.

Em entrevista nesta terça, Lira afirmou que o ato pede aos deputados que se imunizaram que comprovem com a carteira de vacinação. “Aos que por opção não queiram se vacinar, façam aquele exame neutralizante, que uns dizem que tem validade, outros não, e em último caso se faça um teste, um PCR rápido, que a Câmara disponibiliza com tranquilidade.”

“No mundo inteiro, você, para entrar em qualquer ambiente público, tem que fazer os testes. Isso vai ser discutido pela mesa como foi, e nós vamos encontrar alternativas. Nós estamos em um momento de adaptação”, disse.

“Se não fosse nessa semana, seria na próxima, seria semana passada. Todas as escolas estão voltando no Brasil. Os campos de futebol estão cheios, os bares estão lotados, os restaurantes não param de se movimentar. Turismo, todo canto. Então não seria o Congresso Nacional, porque é mais fácil votar virtual do que presencial, que nós nos furtaríamos a isso”, afirmou.

Na CCJ, principal comissão da Câmara, não havia distanciamento entre os presentes. Antes, era comum um assento estar bloqueado para marcar a distância de segurança. Nas áreas comuns, também houve aglomeração quando o presidente concedeu entrevista e em alguns corredores.

Em lanchonete no Salão Verde, a fila também não respeitava o distanciamento.

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