Acre fica sem ‘representante’ em CPI, Omar Aziz presidirá e Renan Calheiros será relator
Senadores votaram e escolheram, nesta terça-feira (27/4), os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para presidência e vice-presidência, respectivamente, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades cometidas por governos no âmbito do combate à pandemia de Covid-19.
Como presidente eleito pelos parlamentares, Omar Aziz indicou Renan Calheiros (MDB-AL) para relatoria da CPI. A indicação do experiente senador, que faz oposição ao governo federal, foi dura derrota para a base aliada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Senado Federal.
Apesar de decisão judicial da Justiça Federal contrária ao encaminhamento de Renan Calheiros para relatoria, o senador sempre foi tido como o favorito para ocupar a cadeira. A liminar, no entanto, foi suspensa pouco antes do início da sessão da CPI pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).
Veja como ficou a composição da CPI:
- Presidente: Omar Aziz (PSD-AM);
- Vice-presidente: Randolfe Rodrigues (Rede-AP);
- Relator: Renan Calheiros (MDB-AL);
- Eduardo Braga (MDB-AM);
- Ciro Nogueira (PP-PI);
- Otto Alencar (PSD-BA);
- Tasso Jereissati (PSDB-CE);
- Eduardo Girão (Podemos-CE);
- Marcos Rogério (DEM-RO);
- Jorginho Mello (PL-SC);
- Humberto Costa (PT-PE).
SUPLENTES
- Jader Barbalho (MDB-PA);
- Luis Carlos Heinze (PP-RS);
- Ângelo Coronel (PSD-BA);
- Marcos do Val (Podemos-ES);
- Zequinha Marinho (PSC-PA);
- Rogério Carvalho (PT-SE);
- Alessandro Vieira (Cidadania-ES).
Em sua primeira fala como presidente da CPI, Omar Aziz reiterou a necessidade de a comissão adotar postura técnica e investigativa, e não política.
“Essa CPI está no lar de cada brasileiro neste momento, 86% da população brasileira conhece alguém que faleceu de Covid. Não tem nada igual na história do Brasil. Faço um apelo a todos os companheiros senadores que vão participar dessa CPI, vamos levar esse trabalho técnico buscando apenas a verdade, seja contra quem for”, afirmou Aziz.
Segundo ele, a CPI não pode proteger ninguém que errou em nome de 400 mil óbitos. “Enquanto estamos trabalhando aqui neste momento, tem um cidadão brasileiro, tem uma mãe que está falecendo, tem um filho que está morrendo”, apontou.

