Bebê, criança e mais duas pessoas morrem após fortes chuvas em Pernambuco

Chuvas intensas atingiram a Região Metropolitana do Recife (PE) nesta sexta-feira, 1º, e provocaram deslizamentos e alagamentos em diferentes municípios. Quatro pessoas, incluindo duas crianças, morreram e mais de 870 moradores ficaram desabrigados, de acordo com a Defesa Civil pernambucana.
Dois deslizamentos mais graves foram responsáveis por provocar mortes na região. Em Dois Unidos, na zona norte do Recife, uma mulher de 24 anos e o filho, uma criança que não teve a idade divulgada, não resistiram após ficarem soterrados. O pai e a filha do casal foram socorridos em estado grave.
No bairro Passarinho, em Olinda, o deslizamento derrubou ao menos cinco casas e provocou a morte de uma mulher, de 20 anos, e do filho de seis meses, além de deixar outras cinco pessoas feridas.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do PE, Coronel Eduardo Araripe, informou que mais de 340 pessoas que estavam ilhadas, por estarem com dificuldade de sair de casa ou em local distante, foram socorridas.
“O CBMPE reitera o seu compromisso com a segurança da população e permanece em alerta máximo, com todas as equipes mobilizadas para atender as demandas decorrentes das fortes chuvas na região”, disse o comandante-geral.

A Prefeitura do Recife informou que foram ativados dez abrigos temporários na cidade. Um deles recebeu ao menos 80 famílias, segundo a administração. Ao todo, a capital pernambucana recebeu 175 milímetros de chuva nesta sexta-feira.
Na tarde desta sexta, o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) anunciou que uma equipe da Defesa Civil Nacional foi encaminhada ao Estado para prestar apoio nas ações de resposta ao temporal.
“O Departamento de Preparação e Socorro (DPS) da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) elevou o nível operacional para laranja (atenção) e segue monitorando o cenário”, informou a pasta.
O ministério explicou, ainda, que técnicos fazem o monitoramento hidrológico em rios da Mata Norte de PE: “O risco hidrológico e urbano está em evolução, com possibilidade de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra em áreas vulneráveis”.

