No Acre, criança internada por ingerir soda cáustica sai do isolamento: ‘comendo e bebendo’

A menina de 11 anos, internada com suspeita de ingerir soda cáustica em Rio Branco, saiu do isolamento e está na enfermaria do Hospital da Criança desde sexta-feira (17). A criança saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na última segunda-feira (13).

A menina foi internada no dia 3 de julho após a suspeita de ingerir soda cáustica em uma casa no bairro Apolônio Sales. A Polícia Civil investiga a denúncia de que a madrasta teria obrigado a criança a ingerir a substância. A madrasta está presa preventivamente. O caso está sob segredo de Justiça.

À Rede Amazônica Acre, a mãe da criança confirmou que a filha segue na enfermaria se recuperando, consegue comer e ingerir líquidos sem problemas. Segundo ela, a expectativa é de que a menina receba alta médica esta semana.

“Ela está bem, graças a Deus, está comendo e bebendo bem já. Não sente mais nada. Vai fazer uma endoscopia e pegar alta”, resumiu a mãe.

Além da madrasta, o pai da menina também teve a prisão preventiva decretada pelos supostos crimes de tentativa de homicídio qualificado e maus-tratos. Ele segue foragido.

O órgão solicitou perícia no produto químico que pode ter sido ingerido pela criança e nas lesões sofridas, além de acompanhar as medidas protetivas adotadas pelo Conselho Tutelar. O procedimento apura a possível prática de crimes como tentativa de homicídio, tortura e maus-tratos.

O órgão aponta que os crimes teriam sido cometidos por meio cruel e no contexto de violência doméstica e familiar contra a criança, além de maus-tratos majorado pela idade da vítima.

A Justiça considerou, entre os fundamentos da decisão, a vulnerabilidade da menina, a necessidade de garantir a instrução criminal e o risco de reiteração das condutas. No caso do pai, a decisão também levou em conta indícios de fuga.

Madrasta se entregou

A defesa da madrasta confirmou ao g1 que entrou em contato com o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para apresentá-la à polícia na última terça (14).

O advogado dela, Valber Fontinele, afirmou que a cliente nega o crime. Segundo a defesa, a mulher está grávida de quatro meses e tem um filho que amamenta.

“Conforme os documentos juntados, ela também geriu soda cáustica. Eu quero ver agora a proteção também da mulher, porque a lei defende a criança e defende a mulher em situação de vulnerabilidade. Não no tocante à questão criminal, mas sim pela qualidade de mulher vulnerável, grávida que amamenta e também é vítima de violência”, disse.

g1