Família de motociclista morto em Xapuri após colisão com caminhonete protesta ‘Nossa mãe vive chorando’

Familiares de Robson Rodrigues da Silva, de 22 anos, fizeram uma manifestação pelas ruas de Xapuri, no interior do Acre, nesse domingo (12) para cobrar justiça pela morte do jovem. Ele morreu após colidir sua motocicleta contra uma caminhonete no último dia 5, no cruzamento das ruas Rodovaldo Nogueira e 24 de Janeiro.
Irmão gêmeo da vítima, Celson Rodrigues explicou que a manifestação reuniu uma multidão na saída da cidade, em frente ao Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, e terminou na Praça da Juventude Calebe Nascimento Mota.
Segundo Celson, a família cobra uma resposta das autoridades e afirma que os envolvidos deixaram o local do acidente e só se apresentaram posteriormente na delegacia acompanhados por um advogado. “A família aguarda por respostas e justiça”, disse.
Nas imagens do protesto, gravadas pelo irmão da vítima, é possível ver dois caminhões, além de motocicletas e vários carros com amigos e familiares de Robson. “Participaram cerca de 120 pessoas, entre nós da família e amigos do meu irmão”, explicou.
O g1 entrou em contato com o advogado Talles Menezes Mendes, que representa o condutor da caminhonete, que afirmou não ter nada a declarar. “O inquérito policial sequer fora concluído”, resumiu. Já o delegado Luccas Vianna informou que aguarda a conclusão do laudo para finalizar a apuração.
Questionado se os ocupantes da caminhonete confirmaram ou negaram ter ingerido bebida alcoólica antes do acidente fatal, o delegado respondeu que não irá divulgar informações enquanto a investigação sobre o caso não for concluída.
Caso gerou comoção
Várias pessoa aparecem nas filmagens segurando faixas, em um delas, está escrito “Covardia se omitir sem prestar socorro”. Outra diz: “Ele era um ser humano, merece respeito”, seguido de outro cartaz pedindo justiça pela morte do motociclista de 22 anos.
O boletim de ocorrência foi registrado no dia 6 de julho, um dia após o acidente e de acordo com Celson, a família cobra uma resposta das autoridades e afirma que os envolvidos deixaram o local do acidente e só se apresentaram posteriormente na delegacia acompanhados por um advogado.
“A nossa mãe vive chorando e quer que os culpados sejam responsabilizados. Ela me disse que não queria que alguém batesse no filho dela e deixasse ele jogado como se tivesse batido em um animal. Ele é gente”, contou.
Wallace Gomes

