‘Ele estava desesperado’ relata testemunha que viu jovem de 18 anos sumir no Rio Acre

As buscas pelo jovem Roger da Silva Matos, 18 anos, chegaram ao terceiro dia. Ele está sumido desde sábado (15) quando tomava banho com amigos no Rio Acre, na capital acreana. As buscas se concentram em um raio de 5 quilômetros no manancial.
Segundo o Corpo de Bombeiros do Acre, um dos jovens que também nadava no rio contou que percebeu que Roger tinha sumido ao passar embaixo da Ponte Juscelino Kubitschek, a Ponte Metálica. O desaparecimento do jovem ocorre em meio a mais uma enchente do Rio Acre.
A autônoma Ana Kayana estava às margens do Rio Acre com a vizinha e o filho quando viu Roger se afogando. Ao g1, ela contou que o filho dela avisou que havia uma pessoa se afogando no rio.
“Achamos que era uma mulher inicialmente, depois que era uma criança e aí todos se desesperaram. Começaram a gritar por socorro, ele afundou quando passou pela Ponte Metálica, depois subiu e foi descendo. Depois afundou e sumiu”, relembrou.
Ainda segundo a testemunha, um rapaz chegou a pular no rio para tentar ajudar o jovem. “O menino não conseguiu pegá-lo porque a correnteza estava muito forte. Depois que passou pela segunda ponte, ele afundou e não apareceu mais. Foi muito rápido, ficamos com o coração na mão porque ninguém podia fazer nada. Ele estava desesperado”, lamentou.

Buscas por 48h
Quando a equipe de mergulho chegou ao local encontrou familiares da vítima e iniciaram as buscas por volta das 16 horas. Não foi possível localizar o jovem durante o mergulho e a procura precisou ser interrompida por volta das 18 horas, pois as atividades de mergulho não são feitas em período noturno, por uma questão de segurança dos mergulhadores.
As principais dificuldades encontradas pelos militares foram a correnteza forte, a profundidade do rio, a falta de visibilidade, o tráfego intenso de balseiros no Rio Acre e a falta de informações exatas sobre o local exato do desaparecimento.
O Corpo de Bombeiros alerta sobre os riscos de tomar banho no Rio Acre durante esse período de cheia. O primeiro ponto é a força da correnteza que pode arrastar uma pessoa rapidamente, dificultando a natação e aumentando o risco de afogamento.
Os bombeiros também citam os redemoinhos e correntes submersas que podem prender nadadores inesperadamente. Também é possível observar nesse período: galhos, troncos e pedras, que podem estar escondidos sob a água e causar ferimentos graves.
Além disso podem haver buracos profundos que dificultam a saída da pessoa da água. A água barrenta dificulta a visualização do fundo e de possíveis perigos. Quando alguém se afoga, pode não ser vista rapidamente para o resgate.
Durante a cheia, ainda há a preocupação com animais como: jacarés e cobras que podem ser levados pela correnteza e aparecer em locais inesperados. Alguns peixes, como piranhas, podem se tornar mais agressivos com a turbulência da água
Recomendações dos bombeiros:
- Evitar entrar no rio quando estiver cheio.
- Respeitar as sinalizações e orientações de bombeiros e autoridades locais.
- Se precisar atravessar, utilizar pontes ou locais seguros.
- Nunca entrar na água sozinho e sempre avisar alguém sobre seu paradeiro.

