Acusado de agredir Musa do Carnaval no Acre, será intimado e justiça analisa medidas

A Polícia Civil do Acre detalhou, durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (13), os primeiros procedimentos adotados após a denúncia de agressão registrada pela ex-musa do Carnaval 2025, Érika Oliveira. O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) como crime de lesão corporal praticado no contexto de violência doméstica.
A delegada adjunta da DEAM, Kelcinaira da Costa, informou que a vítima procurou a unidade policial para denunciar o ex-companheiro após uma discussão ocorrida durante o processo de separação do casal. Conforme o relato apresentado à polícia, a conversa evoluiu para uma briga e terminou com as agressões físicas. Após o episódio, o suspeito deixou o local.
Segundo a delegada, Érika foi imediatamente encaminhada para prestar depoimento, recebeu a guia para realização do exame de lesão corporal e solicitou medidas protetivas de urgência, que agora serão analisadas pela Justiça.
Kelcinaira esclareceu que, neste momento, o investigado ainda não é considerado foragido. O próximo passo da investigação será a intimação do suspeito para prestar esclarecimentos. A autoridade policial explicou que o inquérito deverá ser concluído no prazo legal de até 30 dias.
A delegada também destacou que a vítima não relatou episódios anteriores de violência praticados pelo ex-companheiro e aproveitou a coletiva para reforçar a importância da denúncia em casos de agressão contra mulheres.
“É fundamental que a vítima procure ajuda o quanto antes. Ela pode registrar a ocorrência na Delegacia da Mulher e também acionar os canais 180 e 190. A denúncia é essencial para que a violência seja interrompida antes que resulte em consequências ainda mais graves”, enfatizou.
O caso ganhou grande repercussão após Érika Oliveira publicar, no domingo (12), um relato nas redes sociais afirmando ter sido vítima de uma tentativa de feminicídio. Em um desabafo emocionado, ela contou que sofreu um espancamento tão violento que perdeu a consciência e deixou de respirar por alguns instantes, sendo socorrida pelo próprio filho, de apenas 9 anos.
Na publicação, a ex-musa afirmou que decidiu tornar a história pública para encorajar outras mulheres a denunciarem situações de violência doméstica. Ela disse acreditar ter recebido uma segunda chance de vida e alertou que agressões nunca devem ser toleradas, pois a violência costuma se intensificar com o passar do tempo.
As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, que agora trabalha para ouvir o suspeito e reunir os elementos necessários para a conclusão do inquérito.

