Candidato à presidência do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) defendeu a retomada do auxílio emergencial ou um aumento do Bolsa Família a partir de fevereiro.
A regra, que impede o crescimento real das despesas de um ano para outro, é defendida pela equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, como a principal “âncora fiscal” por reduzir a incerteza sobre a solvência da dívida pública brasileira. No ano passado, depois de o próprio presidente Jair Bolsonaro admitir que houve discussões para furar o teto, Guedes conseguiu arrancar do presidente o compromisso pela preservação da norma fiscal.
“Nós precisamos, enquanto Estado brasileiro, encontrar uma solução para remediar o problema dessas pessoas mais vulneráveis, seja com auxílio emergencial renovado seja com incremento do Bolsa Família ou de algo assemelhado”, afirmou Rodrigo Pacheco. “O teto não pode ser intocado em um momento de extrema necessidade em que é preciso salvar vidas. Obviamente, essa rigidez pode eventualmente ser relativizada, mas vamos trabalhar muito para que não seja relativizada.”
Pacheco é apoiado pelo atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele fechou uma aliança com nove partidos, incluindo o PT, que somam 41 senadores, sem contar as dissidências. Ele terá como principal adversária a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que fechou uma aliança de quatro legendas somando 28 senadores. No dia da eleição, em 1.º de fevereiro, a votação é secreta.

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