No Acre, homem confessa ter matado namorada e leva polícia até o corpo da vítima que estava desaparecida

A jovem Reginaria Bandeira da Silva, de 22 anos, foi encontrada morta na manhã desta segunda-feira (27) em uma área de mata às margens do km 15 da estrada de Porto Acre, no interior do estado. O principal suspeito é José Silva dos Santos, de 31, ex-marido da vítima que confessou o crime e indicou o local onde o corpo estava.
Esse é o 3º feminicídio registrado no Acre apenas este mês. Juliana BArbosa Cerqueira, de 44 anos, foi morta a facadas pelo marido no dia 5 de julho em Cruzeiro do Sul. A Polícia Militar (PM-AC) confirmou que, após o crime, o homem cometeu suícidio. Maria Ferreira da Silva Almeida, de 49 anos. foi assassinada a facadas pelo marido Osmar Pinheiro da Silva, bombeiro da reserva, na noite de 6 de julho em Manoel Urbano. Ele também cometeu suícidio após o crime.
Moradora do Conjunto Jorge Lavocat, em Rio Branco, Reginaria estava desaparecida desde a madrugada de sábado (25). Familiares chegaram a divulgar um card nas redes sociais pedindo informações sobre o paradeiro da jovem, informando que ela havia sido vista pela última vez com vestido vermelho e sandália branca.
O delegado Cristiano Bastos, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse que iniciou as investigações do sumiço de Reginaria nesse domingo. Nesta segunda, o ex-marido da vítima indicou o local onde o corpo estava e a polícia foi ao local.
Ainda conforme o delegado, o suspeito está detido na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), na capital acreana, que vai seguir com as investigações.
A principal linha de investigação é de que o crime tenha sido ocasionado a partir do fim do relacionamento. O g1 apurou que o ex-casal ficou junto durante cinco anos e tinha uma filha de 3 anos.
”Após o registro do desaparecimento, o Núcleo de Busca de Pessoas Desaparecidas da Delegacia de Homicídios iniciou as diligências para localizar a jovem, ouvimos familiares e levantamos informações sobre os últimos passos dela. Isso nos permitiu a chegar ao suspeito”, relatou o delegado.

Conforme Cristiano Bastos, durante a investigação, surgiram indícios de que Reginaria poderia ter sido vítima de feminicídio. A partir disso, a DHPP passou a atuar em conjunto com a Deam.
Ainda de acordo com o delegado, o corpo da jovem não apresentava lesões aparentes provocadas por arma de fogo ou arma branca, e somente os exames periciais e a necropsia no Instituto Médico Legal (IML) devem apontar a causa da morte.
As equipes da Polícia Civil, da perícia criminal e do Instituto Médico Legal (IML) estiveram no local para os procedimentos de investigação e remoção do corpo.

