Madrasta de menina que ingeriu soda cáustica é presa no Acre; pai segue foragido

A investigada Joelma do Nascimento Maciel, apontada pela Polícia Civil como suspeita de participação no caso da menina de 11 anos que ingeriu soda cáustica em Rio Branco, foi presa no fim da tarde desta segunda-feira, 13, após se apresentar ao Ministério Público do Acre (MPAC).
De acordo com a Polícia Civil, o advogado da investigada entrou em contato com o promotor do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), responsável pelo pedido de prisão preventiva de Joelma e do pai da criança.
Após a apresentação da suspeita ao Ministério Público, uma equipe da Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão e a conduziu à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), onde foram adotados os procedimentos legais.
O pai da menina, que também teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, segue sendo procurado.
Segundo a investigação, os dois são suspeitos, em tese, de praticar tentativa de homicídio qualificado em razão do emprego de meio cruel e por o crime ter ocorrido no contexto de violência doméstica e familiar contra criança, além do crime de maus-tratos com agravante em razão da idade da vítima.
Ao determinar as prisões preventivas, a Justiça considerou a gravidade dos fatos, a condição de vulnerabilidade da criança, a necessidade de preservar a instrução criminal e o risco de reiteração das condutas. Em relação ao pai da vítima, também foram considerados indícios de fuga durante as investigações.
A defesa afirma que o medicamento havia sido prescrito para Joelma, que está grávida de 18 semanas, e apresentou documentos médicos que, segundo o advogado, registram intoxicação medicamentosa e queimaduras nas papilas linguais após a ingestão do remédio.
O advogado também sustenta que a investigada colaborou com a Polícia Civil desde o início da apuração, participou voluntariamente dos depoimentos e indicou aos investigadores onde estava a soda cáustica encontrada durante a investigação.
Joelma permanece presa preventivamente enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações para esclarecer como a substância corrosiva foi colocada no medicamento ingerido pela menina e identificar os responsáveis pelo caso.
Por Iryá Rodrigues

