“Queremos mais eles do que eles nos querem”, diz Bittar sobre partidos da base de Mailza

Após conversas nos bastidores da política acreana apontarem para articulações que podem reconfigurar as alianças no Acre, o senador Márcio Bittar falou sobre a situação que o Partido Liberal (PL) pode enfrentar em relação à base da governadora Mailza Assis.

“Eu acho que eu e o PL queremos mais o casamento com o União Brasil e com o PP do que eles conosco. Tem algumas atitudes que eu tenho dificuldade de entender. Houve um stress no final das filiações, andaram prejudicando um pouco o PL, mas deixei o tempo passar e tal. Passado é passado, refizemos a conversa. E agora, por exemplo, mais uma vez, algumas atitudes me deixam meio… eu e o PL”, disse.

O senador destacou a atuação da ex-presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), Sula Ximenes, e demonstrou sua admiração por ela.

“É uma mulher que eu admiro demais, uma acreana feijoense, com uma história de vida fantástica, saiu de Feijó para Rio Branco, venceu na vida, a primeira acreana, mérito do Gladson, o Gladson teve a coragem de nomear pela primeira vez na história uma mulher para presidir o Deracre, tem uma folha de serviço prestado fantástico. Deracre ainda tem muito recurso meu para obras importantes para o Estado, obras que ainda vão ser licitadas como emenda minha, que a bancada colheu, eu agradeço a bancada, para a segunda ponte de Epitaciolândia e Brasileia, que é a obra mais desejada daqueles dois municípios”, disse.
Bittar destacou que Sula é filiada ao PL e que poderia ser uma das suas suplentes.

“Ia ser candidata a deputada estadual no PL e também poderia ser, e eu estava muito satisfeito, animado, poderia ser uma das minhas suplentes, me honraria muito. E aí o governo praticamente convoca para ela voltar para o Deracre. Eu não fui consultado sobre isso pelo governo, ela me ligou. E eu disse: ‘Olha Sula, você está recebendo o convite, a decisão é sua, eu vou te apoiar, qualquer que seja a decisão’. E ela decidiu voltar para o Deracre. E ela se sentiu empurrada para fora depois que ela foi para o Deracre, sem as condições de trabalho. E ninguém me falou nada, ninguém falou nada para o PL. Ela é do PL, hoje ela não pode mais ser candidata a deputada estadual, não pode mais estar na minha chapa, porque passou o prazo, e ninguém fala nada, ninguém me liga. Não a mim, porque eu sou o Márcio, senador, mas eu represento o PL”, explicou.

Maria Fernanda Aviral