Saúde Itinerante leva atendimento especializado a mais de 200 crianças no Alto Acre

Com o objetivo de reduzir distâncias e democratizar o acesso à saúde especializada, o programa Saúde Itinerante Especializado em TEA (Transtorno do Espectro Autista) realizou um mutirão de atendimentos na regional do Alto Acre. A ação, sediada em Brasileia na última sexta-feira, 8, e sábado, 9, alcançou a marca de mais de 200 crianças atendidas, abrangendo moradores de Assis Brasil, Brasileia, Capixaba, Epitaciolândia e Xapuri.

A iniciativa busca levar suporte multiprofissional para regiões onde o acesso a especialistas é restrito, garantindo diagnóstico e acompanhamento terapêutico de qualidade.

Odontopediatria: um diferencial humanizado

Um dos grandes destaques desta edição foi o atendimento odontológico especializado. Em um ambiente lúdico, repleto de brinquedos e muito acolhimento, a odontopediatra Aline Sena transformou o que costuma ser um momento de tensão em uma experiência mais leve para as crianças.

“Nosso foco aqui não é apenas a saúde bucal técnica, mas também o acolhimento”, explica a dentista Aline Sena. “Trabalhamos com paciência e dedicação para que a criança neurodivergente se sinta segura e respeitada em seu tempo. Ver o sorriso delas e a tranquilidade dos pais é o que torna esse atendimento humanizado tão especial.”

Quem “roubou a cena” foi a pequena Heloísa, de apenas 3 anos. Para a mãe, Luana Araújo de Souza, o atendimento foi um divisor de águas. “Minha filha não deixa nenhum dentista mexer nos dentes dela, temos muita dificuldade com esse profissional. Mas hoje ela deixou a Dra. Aline examiná-la e realizar todos os procedimentos. Foi um atendimento realizado com muita sensibilidade e acolhimento”, relatou Luana.

A luta de quem vem de longe

Para famílias que vivem em áreas isoladas, o Itinerante representa a esperança de continuidade no tratamento. Aderlandia Lima da Silva, moradora do KM 59, após mais 74 km de ramal, buscou assistência à filha, Jéssica Iara Lima da Silva. “O deslocamento é muito difícil pela distância. Aqui conseguimos iniciar o acompanhamento com psicóloga e neuropediatra. Aprendi muito sobre as necessidade da Jéssica e agora ela terá esse suporte garantido”, afirmou a mãe.