
O ministro do STF André Mendonça mandou, nesta sexta-feira (6/3), a Polícia Federal (PF) abrir um inquérito para apurar o vazamento das mensagens do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, preso por causa do escândalo do Banco Master.
Mendonça atendeu a um pedido da defesa de Vorcaro. Os advogados solicitaram a apuração dos vazamentos das mensagens do banqueiro, que mostram, por exemplo, sua relação com o ministro do STF Alexandre de Moraes e com o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
“À luz dessas premissas, acolho o requerimento formulado pela defesa do investigado DANIEL BUENO VORCARO, e determino a instauração do competente inquérito policial, para a averiguação dos alegados vazamentos noticiados”, diz o ministro na decisão, à qual a coluna teve acesso.
No despacho, Mendonça afirma que a defesa de Vorcaro reclamou que, após a CPMI do INSS ter acesso aos dados, “diversas informações dos seus aparelhos celulares teriam sido ‘vazadas para a imprensa’, as quais estariam sendo ‘indevidamente dispersadas’”.
Feitos tais esclarecimentos, a partir das alegações apresentadas pela defesa do investigado DANIEL BUENO VORCARO, deflui-se que, logo após o acesso aos dados obtidos pela CPMI do INSS, diversas informações dos seus aparelhos celulares teriam sido “vazadas para a imprensa”, as quais estariam sendo “indevidamente dispersadas para veículos midiáticos”. Diante de tal cenário, requer a instauração de inquérito policial para devida apuração dos fatos”, escreveu o ministro.
Sem investigar jornalistas
Mendonça ainda determina que as investigações devem mirar apenas nos responsáveis pelos vazamentos, e não nos jornalistas e nos veículos de mídia que divulgaram as mensagens do banqueiro obtidas pela Polícia Federal.
“O procedimento apuratório deve ter como hipótese investigativa a eventual identificação daqueles que teriam o dever de custodiar o material sigiloso e o violaram, e não daqueles que, no legítimo exercício da fundamental profissão jornalística, obtiveram o acesso indireto às informações que, pela sua natureza íntima, não deveriam ter sido publicizadas”, afirma Mendonça.

Comentários