No Acre, técnico de enfermagem condenado por estuprar irmãs é preso ao chegar no trabalho

Servidor público foi preso por crime praticado em 2020 na zona rural de Capixaba — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Servidor público foi preso por crime praticado em 2020 na zona rural de Capixaba — Foto: Reprodução/Polícia Civil

Um técnico de enfermagem, de 55 anos, foi preso dentro da Maternidade Bárbara Heliodora, em Rio Branco, por estupro de vulnerável. O servidor público foi condenado a mais de 17 anos em regime inicial fechado por estuprar duas irmãs, de 10 e 11 anos, na zona rural de Capixaba, interior do Acre.

A sentença saiu no início do mês e policiais de Capixaba tentavam localizar o servidor público desde então. No último dia 26, o delegado Aldizio Neto e uma policial aguardaram o técnico chegar ao hospital e cumpriram o mandado de prisão.

Segundo o delegado, os abusos foram praticados em 2020. A polícia iniciou as investigações, ouviu as vítimas, testemunhas e o acusado, que nega os crimes. O caso foi julgado e a Justiça condenou o acusado por abusar das vítimas.

Contudo, o homem entrou com recurso contra a decisão, mas a Justiça negou o pedido e determinou a prisão do servidor público.

“A gente investigou em 2020, mandamos o inquérito para a Justiça, o promotor entendeu que estuprou e denunciou ele. Foi ouvido, as crianças também e testemunhas e, no final, o juiz o condenou. Ele recorreu ao Tribunal de Justiça, estava em trâmite, a Justiça negou o recurso e determinou a prisão”, explicou o delegado.

A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou que o servidor será afastado para cumprir a pena. A pasta destacou também que buscou informações sobre o técnico e não houve reclamações no trabalho sobre a conduta dele.

Após a prisão, o técnico de enfermagem foi levado para a Delegacia de Flagrantes (Defla) e, no dia seguinte, conduzido para o Complexo Prisional de Rio Branco.

Saiba como denunciar

Os canais para denunciar casos de abuso sexual e outros tipos de violência são o 190 e Ministério Público Estadual. Veja abaixo outras formas de denunciar casos de violência:

  • Polícia Militar – 190
  • Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes envolvendo agressão física;
  • Qualquer delegacia de polícia;
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
  • Ministério Público;

g1