Acadêmicos de Direito do Acre podem efetuar cadastro para acompanhar júri popular do caso da chacina na Bolívia

Previsão é que o julgamento dure quatro dias na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco

O Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco fará cadastramento para os estudantes do curso de Direito que desejarem acompanhar o júri popular do caso da chacina contra uma família boliviana, na fronteira do Acre.

O júri popular terá início segunda-feira, 7 de agosto, no Fórum Criminal da Cidade da Justiça.

Serão disponibilizadas 58 vagas para os acadêmicos que devem informar os dados abaixo para o WhatsApp (68) 9.9235-8362, a partir desta quinta-feira, 3, até às 12h de sexta-feira, 4, ou até encerrar as vagas.

 -Nome da unidade de ensino

-Período

-Documento com foto

Já a imprensa deve entrar em contato com o setor de Comunicação Social para o cadastramento das equipes que farão a cobertura.

Entenda o caso

De acordo com os autos, o pai da adolescente que foi estuprada, serrava madeira e contratou algumas pessoas para ajudarem no serviço, e uma delas, descobriu que a família guardava R$ 20 mil e $d 10 mil bolivianos. A mãe da adolescente trabalhava com mercadorias.

Cedo da manhã, sob ameaça, um deles abusou da adolescente. Quando os pais da adolescente souberam, amarraram o abusador em um tronco de árvore e o pai dela foi até o lado brasileiro para pedir ajuda da polícia para prendê-lo.

Ao perceber a situação, o outro acreano que estava no local correu até em casa, avisou que o parente estava preso na propriedade do boliviano e chamou os familiares para resgatar o suspeito de estupro.

Ao chegarem, pediram todo o dinheiro para a mãe da adolescente e também que soltasse o abusador, sob ameaça de matar a todos. Como o pedido não foi atendido, o grupo baleou a mãe e dois filhos. A adolescente também levou um tiro e se fez de morta. O pai da adolescente não foi morto porque estava em solo brasileiro a procura da polícia.

Os corpos foram jogados próximos a uma árvore, e a casa da família foi queimada.

Crimes

O júri popular irá analisar se os acusados cometerem crime de homicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menores. O crime de estupro de vulnerável não será analisado em razão do acusado, o pivô de toda confusão, ter sido assassinado em abril do ano passado.

A previsão é de sejam ouvidas 21 pessoas sendo seis testemunhas pelo Ministério Público, nove de defesa e interrogatório dos seis acusados.