Polícia Civil se manifesta sobre rebelião em presídio e instaura inquéritos de investigação

“O primeiro inquérito terá o objetivo de investigar os homicídios e as lesões corporais, buscando responsabilizar os envolvidos por esses crimes. Já o segundo inquérito focará em apurar as circunstâncias que levaram a essa situação, investigando se houve facilitação por parte de agentes públicos na ocorrência dos incidentes”, explicou o delegado-geral da PC/AC, José Henrique Maciel.
De acordo com o diretor do DPTC, Mário Sandro Martins, para realizar as investigações e perícias necessárias, a equipe de trabalho contou com a participação de 10 peritos criminais, três médicos legistas, além de oito agentes de polícia e sete auxiliares de necropsia. “Os trabalhos foram minuciosos e se estenderam até a quinta-feira, 27, por volta das 22h, quando os corpos das vítimas foram liberados para as famílias”, informou.
O diretor do IML, Ítalo Maia Vieira, diz que foi feito um trabalho minucioso nos exames cadavéricos e de corpo de delito aos presos e no policial penal que foi feito refém. “Dos cincos corpos, três estavam decapitados. É importante salientar que não houve nenhum órgão retirado, como foi noticiado em redes sociais”, disse.
A perícia tomou conta de toda a unidade prisional para investigar os eventos, abrangendo também a averiguação de danos ao patrimônio. Todos os detalhes coletados durante o processo de apuração serão apresentados à Justiça para embasar o devido processo legal.

