Presa no Brasil boliviana que autorizou voo que resultou em tragédia e morte de jogadores

Agentes da Polícia Federal do Brasil prenderam nesta quinta-feira Celia Castedo Monasterio, ex-funcionária da Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea (Aasana) que está sendo investigada por autorizar o voo LaMia que caiu na Colômbia em 2016 e no qual perdeu suas vidas 71 pessoas, entre elas integrantes do clube de futebol Chapecoense.

“A boliviana era especialista em segurança de vôo e, na época, teria falhado fraudulentamente os requisitos processuais mínimos para a aprovação do plano de vôo da aeronave, já que no programa apresentado, a autonomia de vôo não era adequada para a viagem ”, Explicou a Polícia Federal, em nota, citada pela EFE.

A boliviana foi presa na cidade brasileira de Corumbá, no estado de Mato Grosso do Sul, na fronteira com a Bolívia.

A ex-funcionária de Aasana morava em Corumbá desde dezembro de 2016, quando a Justiça brasileira acatou seu pedido de refugiado. Naquela época, argumento que ela estava sendo perseguida politicamente por suas declarações sobre a tragédia.

Renovou seu pedido de refúgio em dezembro de 2019 e morava em Corumbá. Ele voltou à Bolívia há três meses e até mesmo foi ao tribunal para resolver sua situação jurídica. Desconhece-se a data em que regressou ao país vizinho.

A acusada permanecerá detida em Corumbá enquanto se processam os trâmites legais para sua entrega às autoridades bolivianas, informou a EFE.