Delegado é condenado por stalking e violência contra ex-namorada em Epitaciolândia

O delegado da PolÃcia Civil Luis Tonini foi condenado a mais de dois anos de prisão pelos crimes de perseguição, conhecida como stalking, e violência doméstica contra a ex-namorada no municÃpio de Epitaciolândia, no interior do Acre.
A decisão foi proferida na segunda-feira (3) pela Vara Única Criminal da Comarca de Epitaciolândia. A sentença estabelece pena superior a dois anos de prisão em regime aberto, o que permite ao réu recorrer em liberdade. Além da condenação, a Justiça determinou o pagamento de indenização de R$ 20 mil à vÃtima. O delegado foi absolvido da acusação de violência psicológica.
O caso teve inÃcio em julho de 2023, quando o delegado, que à época atuava como coordenador da delegacia de Epitaciolândia, foi preso em flagrante após descumprir uma medida protetiva concedida à ex-namorada.
De acordo com o processo, a polÃcia foi acionada após o delegado tentar pular o muro da residência da vÃtima. Dois dias depois da prisão, a Justiça concedeu liberdade provisória, mas determinou medidas cautelares, entre elas a proibição de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato com a mulher.
Mesmo com a determinação judicial, a decisão aponta que o delegado continuou a perseguir a vÃtima entre os meses de agosto e outubro de 2023. Conforme a sentença, ele buscou informações sobre a rotina da ex-namorada com terceiros, acompanhou deslocamentos e tentou obter detalhes sobre a vida pessoal da vÃtima.
O processo também relata que o delegado enviou mensagens para pessoas próximas da vÃtima com pedidos de informações sobre aparência, rotina e possÃvel relacionamento da mulher. Em um dos episódios citados na decisão judicial, ele perguntou a uma testemunha sobre o corte de cabelo da ex-namorada, para saber se ela estava com o cabelo curto ou comprido.
Segundo os autos, a vÃtima, que também é agente de polÃcia, apresentou impactos psicológicos após os episódios. O processo aponta diagnóstico de Transtorno de Estresse Pós-Traumático, uso de medicamentos ansiolÃticos, afastamento do trabalho e mudança de residência por medo.

