No Acre, menina com paralisia cerebral encontra sua forma de brincar “brincou de amarelinha do jeito dela”

Aos 5 anos, Laís Loren chamou atenção ao brincar de amarelinha de um jeito só dela. Filha da jornalista acreana Dry Alves, a menina tem paralisia cerebral, mas as limitações motoras não impediram que ela encontrasse uma maneira própria de participar da brincadeira ao lado do irmão.
O momento aconteceu na creche onde a mãe trabalha. Ao observar o irmão brincando, Laís decidiu se aproximar e participar da atividade. Sem que ninguém precisasse ensiná-la ou dizer que deveria brincar, ela encontrou sua própria forma de jogar amarelinha, usando os recursos que tinha à disposição.
Para Dry, a cena representa a maneira como a família procura criar Laís: com liberdade para descobrir o que consegue fazer e sem estabelecer limites antes mesmo que ela tente.
“Ela foi e brincou de amarelinha do jeito dela. E isso mostra muito pra gente o quanto a cadeira de rodas não é uma prisão pra ela. Ela é uma criança que tem bastante autonomia, ela entende tudo à sua volta, ela conhece as letras, conhece os números”, disse.
Texto Juan Vinicius

