Mendonça diz a juízes evangélicos que viveu ‘períodos de infelicidade’ no STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou durante o 5º Seminário da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel) que “os dois primeiros anos” na Corte “foram períodos de muita infelicidade” e que hoje vive “muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer outra coisa”. Mendonça é relator no STF das duas maiores investigações em curso da Polícia Federal: a que mira as fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master e a que apura o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

“Minha esposa está cansada. As limitações pessoais, as pressões, os momentos difíceis, em que muitas das vezes você até coloca a Deus: ‘Eu queria ter uma vida mais normal’, vamos dizer assim, num ato até humano de pedido de misericórdia e ajuda de Deus para os desafios”, disse no evento realizado no último dia 21, no auditório Ruy Barbosa, no campus Higienópolis da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Mendonça vive hoje em meio a uma tensão entre o STF e a Polícia Federal (PF), especialmente após as investigações da Operação Sem Desconto atingirem o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente e amigo da empresária Roberta Luchsinger. A mesma investigação mira Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do petista.