
O Brasil registrou 1.568 vítimas de feminicídio em 2025, alta de 4,7% em relação ao ano anterior. Desde a criação da Lei do Feminicídio, em 2015, ao menos 13.703 mulheres foram assassinadas em razão da condição de sexo feminino.
Os dados compõem o relatório Retrato dos Feminicídios no Brasil, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nesta quarta-feira (4).
O levantamento aponta que, entre 2021 e 2025, houve crescimento de 14,5% nos registros de feminicídio no país.
A arma branca foi utilizada em 48,7% dos feminicídios, enquanto armas de fogo estiveram presentes em 25,2% das ocorrências.
Pequenas cidades têm maior risco
Em 2024, municípios com até 100 mil habitantes registraram taxa de 1,7 feminicídio por 100 mil mulheres, acima da média nacional (1,4). Nas cidades com até 20 mil habitantes, a taxa chegou a 1,8 — 28,5% superior à média do país.
Embora 41% das mulheres brasileiras vivam em municípios com até 100 mil habitantes, essas cidades concentraram 50% dos feminicídios.
A infraestrutura de atendimento é mais limitada nesses locais:
- Apenas 5% dos municípios de pequeno porte possuem Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher.
- Só 3% contam com Casa Abrigo.
- Apenas 27,1% têm ao menos um serviço especializado da rede de proteção.Medidas protetivas não impediram parte dos crimes
Em 16 unidades da federação analisadas, 13,1% das vítimas de feminicídio tinham Medida Protetiva de Urgância (MPU) vigente no momento do crime. Estados como Acre (25%), Mato Grosso (22,2%) e São Paulo (21,7%, na capital) apresentaram percentuais acima da média nacional.

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