
O delegado Adanor Porto, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros do Amazonas, disse na manhã desta sexta-feira (23), em entrevista coletiva, que Fernando Batista de Melo, de 48 anos, matou o filho de 3 anos de idade, na noite desta quinta-feira (22), em Manaus, por vingança contra a ex-esposa que cobrou que ele pagasse pensão aos filhos. O ex-casal é pai de um segundo filho, de dez meses de idade, e estava separado há um mês.
“Em razão disso, essa mãe desesperada entrou em contato com o pai do autor e pediu para que ele conversasse com seu filho para que sensibilizasse ele a pagar a pensão dessas crianças. A mãe disse que só queria que ele cumprisse com suas obrigações, que pagasse a pensão e cuidasse do sustento dos seus filhos, senão ela iria procurar a Justiça”, relatou Adanor Porto.
Antes de matar o filho, Fernando Batista ameaçou a ex-esposa com uma faca. O momento foi gravado em vídeo por uma amiga dela.
Segundo o delegado, a mãe deixou claro que não queria bens materiais, apenas que o ex-marido pagasse a pensão. “Foi nesse momento que o autor entrou em fúria, pegou uma faca e ameaçou a mãe”, afirmou Adanor Porto.
Na noite desta quinta-feira (22), na casa do próprio pai, Fernando Batista se trancou com o filho no banheiro, onde a criança foi morta. “O avô da criança, pai do suspeito, tem o costume de ficar com o neto toda quinta-feira. Nesta quinta, ele levou a criança para passar o dia em sua casa. O autor, Fernando Batista, chegou à casa do pai por volta das 18h, pegou a criança para tomar banho e se trancou com ela no banheiro. O avô, percebendo que o filho estava demorando, começou a bater na porta. Quando Fernando abriu, ele encontrou a cena do menino já morto, o que mobilizou imediatamente o sistema de segurança pública”, relatou Porto.
Conforme o delegado, inicialmente a perícia deduziu que a criança tinha sido morta a golpes de faca. “O laudo pericial, no entanto, aponta que não houve lesão perfuro cortante nem ação contundente. A causa da morte foi asfixia mecânica”, afirmou ao relatar erro dos peritos. Ele não explicou o sangue na parede e piso do banheiro.


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