Em um ano conturbado, com o afastamento e a saída de um presidente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não sofreu impactos da crise em seus cofres. A entidade teve uma receita de R$ 1,010 bilhão, cerca de 50% de aumento em relação ao ano anterior, quando a pandemia da Covid-19 prejudicou as finanças do órgão.
Os números foram aprovados nesta terça-feira (19), em assembleia-geral da CBF. Os presidentes das 27 federações estaduais que compõem a entidade participaram da reunião.
A maior parte do valor (R$ 576 milhões) foi arrecadada com patrocínios, tendo sido a seleção masculina a principal fonte de arrecadação, com 98%. Direitos de transmissão e comerciais (R$ 214 milhões) e bilheterias, premiações e Fundo de Legado da Copa do Mundo (R$ 81 milhões) completam a lista das principais fontes de renda.
“Pela primeira vez a CBF superou a casa de R$ 1 bilhão de arrecadação total e, com isso, aumentou o nível de investimento no desenvolvimento do futebol para quase R$ 700 milhões de forma direta. Especialmente nestes dois anos em que as atividades do futebol foram muito impactadas pela pandemia, esse aporte recorde em toda a estrutura do futebol foi fundamental para a roda continuar girando”, disse Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.
“Nosso objetivo é desenvolver novos projetos que aumentem a arrecadação e diminuam as despesas, para que possamos fomentar cada vez mais o futebol em todo o país”, completou o dirigente.

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