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Lula diz que não permitirá entrada de assessor de Trump no país “eu o proibi de vir ao Brasil”

O presidente Lula afirmou que não permitirá a entrada no Brasil do assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Darren Beattie, até que o governo americano providencie o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da família dele. A declaração foi dada nesta sexta-feira (13), em agenda no Rio de Janeiro. 

Nesta quinta (12), o ministro do STF Alexandre de Moraes recuou e negou o pedido para que o assessor do presidente americano Donald Trump, Darren Beattie, viesse a Brasília e visitasse o ex-presidente Bolsonaro na Papudinha. Moraes voltou atrás nessa decisão após os esclarecimentos prestados pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que apresentou informações sobre o visto diplomático emitido para a entrada do assessor americano no país.

Nesta sexta (13), Lula ironizou o caso e disse que não permitirá a entrada do assessor enquanto o visto de Padilha não for concedido.

“Aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde, que está bloqueado. Bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele e o visto da filha dele de dez anos”, afirmou.

Lula visitou o Hospital do Andaraí, na Zona Norte, ao lado do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e do secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. Os dois disseram ao presidente que ali funcionava um estacionamento miliciano que cobrava de funcionários e pacientes, além de falarem sobre o abandono do local, que vem sendo reformado desde dezembro de 2024, quando foi municipalizado.

O prefeito e o secretário ainda acusaram o senador Flávio Bolsonaro de, durante a gestão do pai, Jair Bolsonaro, ter indicado pessoalmente nomes incompetentes para a gestão do Hospital Federal do Andaraí. Ao falar sobre o assunto, o presidente lembrou que alguns funcionários protestaram contra a reforma do hospital na gestão dele e disse estar em dúvida se aqueles eram trabalhadores ou milicianos da antiga gestão.

“Como é que nunca chegou pra mim a denúncia de que a cozinha estava há 10 anos sem funcionar? Por que nunca chegou pra mim a denúncia de que os picareta que administravam cobrava um pedaço dos funcionários pra estacionar o carro? E quando a gente tenta modernizar o hospital, o pessoal quer fazer greve. Eu não sei se era o sindicalista de verdade ou eram milicianos que defendiam aquele que administraram o hospital. A história vai provar”, disse.

Ainda nesta sexta (13), o presidente participa de um evento no Aeroporto Santos Dumont, organizado por uma montadora de carros elétricos que vai anunciar um centro de pesquisa no Rio de Janeiro.

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