
Segundo dados do Centro de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), mapeados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura do oceano chegou a valores dentro da média, sinalizando uma condição de neutralidade, o que indica o fim do fenômeno El Niño.
Ainda de acordo com o Inmet, existe a possibilidade da formação do fenômeno La Niña a partir do segundo semestre de 2024, com uma probabilidade de 69%. O meteorologista do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia – Centro Regional de Porto Velho (Censipam-CR/PV), Laurizio Alves, explicou que os indicativos do La Niña surgem a partir do trimestre de julho, agosto e setembro, porém, na região sul da Amazônia, que inclui o Acre, a maior probabilidade de os efeitos do La Niña ocorrerem é por volta do trimestre de agosto, setembro e outubro.
“Os efeitos do El Niño e La Niña geralmente estão ocorrendo bem mais rápido do que eram antes. Então, a gente está evidenciando um pouco dessas mudanças no padrão de clima global. No entanto, as anomalias positivas elevadas nas águas do oceano Atlântico Norte podem atenuar o efeito do La Niña aqui na região, mantendo assim para toda a região Sul da Amazônia ainda a expectativa de seca, principalmente para o trimestre de julho, agosto e setembro, que já é um período seco, porém, esperamos que ele seja bem mais seco do que a climatologia espera”, afirmou o meteorologista.
Diante deste cenário, o governo está mobilizado para uma atuação conjunta entre as diversas secretarias e autarquias com envolvimento na agenda ambiental. Além das medidas tomadas, estão sendo realizadas reuniões semanais na Sala de Situação da Sema, que norteiam os órgãos que fazem parte da agenda ambiental na tomada de decisões, no Cigma, para tratar sobre ações integradas entre as instituições.
“Estamos atuando para mitigar os impactos da seca extrema que o Acre está enfrentando, com ações, fiscalizações, união entre os diversos órgãos, e uma força-tarefa para zelar pela nossa população, pelo meio ambiente. É importante enfatizar que esse enfrentamento precisa ser de todos nós, para além do Estado”, disse a secretária do Meio Ambiente, Julie Messias.

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