
Raimunda da Silva e Raimundo Melo compartilhavam o sonho de oficializar a união, mas não o realizavam devido à falta de recursos para arcar com as taxas do casamento. Somente em 2017, o desejo do casal se concretizou, ao saberem de uma iniciativa promovida pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que oferece o serviço de forma gratuita: o casamento coletivo.
Prontamente, reuniram a documentação necessária e enfrentaram uma longa jornada para dizer o tão esperado “sim”. Eles viajaram por três horas de barco desde o Seringal Bom Destino até o município de Porto Acre e, de lá, seguiram de ônibus até a Escola Edmundo Pinto de Almeida Neto, local da cerimônia. A persistência valeu a pena. Em poucos minutos, saíram da celebração unidos perante a lei.
“Um dia fui a Porto Acre e fiquei sabendo do Casamento Coletivo. Cheguei em casa e perguntei se ela queria casar de verdade agora. Ela aceitou, e começamos a procurar os documentos e demos entrada. Estamos muito felizes em poder oficializar essa união. Ela é uma boa pessoa para mim e merece ser reconhecida [como minha esposa]”, concluiu Raimundo.

Essa e outras milhares de histórias representam casais que, ao longo dos anos, aguardaram a oportunidade de oficializar suas relações e conseguiram por meio do casamento coletivo. É o caso de Maria Ausete Alves Bezerra e Francisco Batista de Souza. Eles se conheceram ainda jovens e, ao longo de 40 anos, enfrentaram juntos os desafios da vida. Contudo, devido às circunstâncias, não conseguiram formalizar a união.
A espera do casal finalmente terminou em setembro de 2023, quando eles selaram o compromisso em uma das edições do casamento coletivo em Cruzeiro do Sul, interior do Acre. “Sentimos como se estivéssemos finalmente completando um ciclo em nossas vidas. Esperamos tanto tempo por esse momento e, agora, estamos muito felizes em poder dizer que somos oficialmente casados”, afirmou Maria Ausete.


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