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Acreana de 16 anos com leucemia busca terapia que custa R$ 3,5 milhões: ‘tem dias que não sei o que fazer’ desabafa mãe

A luta de Kailliny Cauana Silva Castro, de 16 anos, que há um ano convive com uma leucemia, continua cada vez mais árdua. A mãe, Queiliane Silva, contou, nesta quarta-feira, 2, que, a situação tem sido difícil, porém, o maior impasse, atualmente, é a continuidade do tratamento mais efetivo.

Kailliny começou a sentir dores de cabeça constantes, cansaço excessivo e, gradualmente, o quadro piorou com o surgimento de manchas no corpo e uma fraqueza crescente. No início, sua mãe, Queiliane Silva, levou a filha às unidades de saúde de Rio Branco, mas o diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda tipo B só confirmado meses depois dos primeiros sintomas.

De acordo com Queiliane, o atual momento tem sido de lutas constantes. Isto porque, para a continuidade do tratamento, que necessita de um medicamento de alto custo, a família ingressou na Justiça. “Pedimos 11 das 30 ampolas de blinatumomabe (cada ampola custa entre R$ 14 mil e R$ 18 mil) e acreditamos que conseguiremos o remédio. É uma imunoterapia”, explica.

Porém, a preocupação vem com uma outra parte do tratamento. É que Kailliny ainda não encontrou um doador de medula compatível e, para evitar maiores problemas, o Car-T Cell, um  tratamento considerado inovador, ajudaria a menina.

No Brasil, o primeiro uso da técnica foi em 2019, em um homem, à época com 62 anos, que estava com linfoma em estado grave e sem respostas aos tratamentos. Apenas 20 dias após o Car-T Cell, o paciente apresentou melhora e os exames passaram a mostrar que as células cancerígenas desapareceram. O homem acabou falecendo no mesmo ano, mas em decorrência de um acidente doméstico.

O grande problema, no entanto, é que o tratamento custa aproximadamente R$ 3,5 milhões, ainda segundo Queiliane. “Tentamos contratar uma advogada, que tem conseguido muitas ações em relação à disponibilidade deste tratamento, porém, ela nos cobrou R$ 55 mil para nos representar, o que, atualmente, é impossível para nossa família”, enfatiza.

Agora, a família de Kailliny pensa em fazer uma vaquinha para angariar custos. “Tem dias que não sei o que fazer, não sei o que pensar. Não tenho conseguido dormir porque nós, como pais, ficamos desesperados. Quero apenas ver minha filha bem”, finaliza.

Caso você queira ajudar, pode enviar um Pix, de qualquer quantia, à chave 68992186808, no nome de Queiliane da Silva Cruz Castro.

A Gazeta

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