
Neste domingo (5), quando cristãos de todo o mundo celebram a Páscoa, data que marca a ressurreição de Jesus Cristo, um dado curioso chama atenção no Acre: 298 pessoas no estado carregam o nome ‘Jesus’, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O número representa 0,04% da população acreana, estimada em 830.018 habitantes, e coloca o nome na 348ª posição entre os mais comuns no estado. A média de idade entre os acreanos chamados Jesus é de 34 anos.
A capital, Rio Branco, concentra a maior quantidade de pessoas com o nome: são 125 registros. Em seguida aparecem Tarauacá (30), Jordão (25), Cruzeiro do Sul (23), Feijó (13), Brasiléia (13) e Epitaciolândia (12).
Proporcionalmente, Jordão se destaca: 0,27% da população do município tem o nome, o que o coloca entre os 10 locais com maior proporção no país.
Os dados mostram ainda que o nome atravessa gerações, com maior concentração entre nascidos entre as décadas de 1970 e 1980. Veja abaixo:
- 37 pessoas nasceram entre 1960 e 1969
- 49 entre 1970 e 1979
- 56 entre 1980 e 1989
- 34 entre 1990 e 1999
- 51 entre 2000 e 2009
- 35 entre 2010 e 2019
Além disso, o Censo contabilizou 19 pessoas com o nome entre 2020 e 2022, número que não entra no gráfico por abranger um período menor.
De origem religiosa, Jesus tem forte ligação com a tradição cristã. O nome, muitas vezes adotado como sobrenome na Idade Média, na forma ‘de Jesus’, era usado para indicar devoção e identidade religiosa.
Cenário regional e nacional
Na Região Norte, o Acre aparece atrás de alguns estados em números absolutos. Veja o ranking:
- Amazonas: 1.548
- Roraima: 1.445
- Pará: 1.419
- Rondônia: 325
- Tocantins: 260
- Amapá: 160
Apesar disso, proporcionalmente, o Acre ocupa a 3ª posição entre os estados brasileiros com maior presença do nome em relação à população.
Atualmente, ele segue presente no Brasil: é o 30º nome mais comum entre aqueles iniciados com a letra J.
As informações fazem parte do banco de nomes do IBGE, com base no Censo 2022, que reúne dados de todos os moradores dos 90,7 milhões de domicílios recenseados no país entre 1940 e 2022.
Fonte IBGE

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